sexta-feira, 18 de maio de 2007

Frango com creme suíço

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que o prato não fica com esse tom esverdeado, amarelado, ou seja lá o que for isso. Essa cor estranha é intriga da câmera, que resolveu fazer gracinha desde que comecei o blog. Ela até tirou fotos do frango com creme na cor normal, só que todas, todinhas, ficaram fora de foco. Nessas horas, sinto falta da minha câmera analógica, que nunca me deixou na mão e me ajuda a tirar fotos lindas, só que para o blog não rola. Isso posto, vamos à vaca fria, ou melhor, ao frango com creme suíço, que achei bem gostoso.

Peguei a receita em um livro do açúcar União. Quando eu era criança, vivia pedindo para a minha mãe colecionar os livros da União (pois é, o vício começou cedo) e ela sempre me explicava que não daria tempo de juntar os códigos de barra ou selinhos (não lembro mais o que era) necessários. Mas a sogra de uma das minhas tias cozinhava freneticamente e conseguia livrinhos para ela, para minha tia e minha mãe. Esse frango com creme suíço encontrei no livro Receitas e Dicas, que é o volume 4 da Coleção União. Está na parte de receitas práticas para preparar de segunda a sexta-feira e traz as instruções para quem quiser usar o microondas, é o que está em itálico. Transcrevi igualzinho está lá.

Alguns detalhes: escolhi a sopa de aspargos e preferi utilizar pedaços de frango a frango desfiado, achei que ficaria mais saboroso.

Frango com creme suíço

Ingredientes
1 pacote de sopa-creme (de galinha, cogumelos ou aspargos)
2 xícaras de chá de leite (400 ml)
1 lata de creme de leite com o soro
300 g de frango cozido e desfiado

Como fazer

Prepare a sopa-creme só com o leite, mexendo sempre porque fica grossa. Deixe amornar e acrescente o creme de leite, mexendo até obter um creme homogêneo. Junte o frango desfiado, verifique o tempero e misture bem. Misture o pacote de sopa com o leite e leve à PA por 4-5 minutos, mexendo 2 vezes. Acrescente os ingredientes restantes, misturando bem. Leve ao forno pré-aquecido em refratário retangular bem untado, até gratinar. Aguarde um pouco antes de servir e acompanhe com legumes cozidos e temperados.

Fogão Convencional

Capacidade do refratário: 1000 ml.
Temperatura do forno: 300ºC (bem quente).
Tempo de forno: cerca de 20 minutos
Rendimento: 6 porções.

Microondas

Utilização mista: fogão convencional e MO.
Rendimento: 6 porções.

Freezer

Congelamento: esfrie, embale e congele.
Descongelamento: geladeira; temperatura ambiente; banho-maria no fogo; forno brando; MO.
Aqueça para servir.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Bolo de iogurte

Tenho um fraco por bolos, acho que é de família. Sou mais chatinha com os de fubá, não são todos desse tipo que me agradam, mas à exceção deles, acho que gosto de todos os outros tipos: bolo branco, de chocolate, de cenoura, se for de aniversário então... O marido brinca dizendo que gosto mais de prepará-los do que de comer, mas há controvérsias.

Esse de iogurte encontrei alguns anos atrás, em uma das minhas navegações na internet, mas não tenho a menor idéia do site de onde ele saiu. Na época, não tinha o hábito de buscar receitas dessa maneira e não me preocupei em anotar a referência.

Apesar de hoje esse bolo ser um dos meus favoritos, a receita escapou por pouco de parar no lixo. É que, originalmente, era para ser feito no liquidificador, mas não sei o que acontece que não me dou bem com bolos de liquidificador, comigo nunca ficam com a textura que deveriam. Depois de tentar duas vezes, sem sucesso - porque o gosto até era bom, mas o bolo ficava com aspecto de solado -, decidi fazer do meu jeito, misturando os ingredientes à mão, batendo as claras em neve e, voilà, finalmente, funcionou! Ficou levinho, do jeito como achava que deveria ser um bolo de iogurte.

Nesse da foto, acrescentei seis morangos picados e flocos de coco. Gostei. Essa receita permite variar bastante, porque é um bolo bem básico. Em relação ao original, a outra mudança que fiz foi reduzir o número de ovos, passei de quatro para três. Esse da foto, no entanto, levou duas claras que eu já tinha na geladeira e apenas um ovo inteiro.

Bolo de iogurte

Ingredientes
1/2 copo de óleo (usar o copo do iogurte como medida)
2 copos de açúcar
3 gemas
2 copos de farinha de trigo peneirada
1 copo de iogurte natural
1 colher (sopa) de fermento
3 claras batidas em neve

Como fazer
Leve ao forno moderado (180º C) pré-aquecido, por cerca de 30 a 40 minutos.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Rolo de carne moída ao forno

Sempre que preparo esse prato, fico me perguntando se o nome correto não seria bolo de carne moída e teria virado rolo de carne moída apenas por uma questão de erro de digitação. Porque não capto em que parte da receita está o rolo, mas, enfim, é detalhe. Esse prato é uma maneira tão prática de variar a carne moída de sempre, por isso gosto dele. Está em um pequeníssimo encarte do Caldo Knorr e da Maizena, chamado 10 receitas de sucesso, com uma carinha de anos 70 e cheio de manchas do tempo. Era da minha mãe, mas ela me deixou tomar conta dele.

Rolo de carne moída ao forno

Ingredientes
1/2 xícara (chá) de óleo (uso menos, mas não sei dizer quanto)
1 cebola picadinha
1 kg de carne moída
3 tabletes de caldo de carne (não uso)
1 xícara (chá) de purê de tomate
6 colheres (sopa) de maizena
1 xícara (chá) de água
Noz-moscada e salsa picada, a gosto
4 colheres (sopa) de requeijão

Como fazer
Aqueça o óleo, doure a cebola, junte a carne e os tabletes de caldo de carne, deixando fritar bem. Acrescente o purê de tomate e apure um pouco. Adicione a maizena diluída em água e a noz-moscada, mexendo sempre até engrossar. Retire do fogo e misture a salsa. Coloque num refratário e cubra com o requeijão. Asse em forno quente durante 10 minutos. Sirva quente.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Não tem preço

Outro post que já estava, injustamente, fazendo aniversário no rascunho. Esse é em homenagem ao maridão querido.

Dia desses, ao chegar em casa depois de uma estressante e exaustiva jornada de labuta, fui recepcionada pelo marido com essa salada convidativa. Adoro as saladas do marido, ele sempre capricha, varia os ingredientes e faz questão da crocância. Essa levou alface, cebola, cenoura, champignon, queijo, atum, castanha de caju e nozes. Para completar, azeite. Fui também de mostarda com mel e ele, aceto balsâmico. Ai, ai, delícia! Depois posto aqui a receita do salmão-água-na-boca que ele faz, só não sei se vai rolar fotinho...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Os Segredos da Cozinha do Vaticano

Esse post já está no rascunho há tanto tempo que nem é mais novidade, mas, efim, aqui vai.

Ao ver o menu de um jantar em homenagem a sua coroação, o papa João Paulo II disse humildemente: "Não precisava se incomodar, pizza e pasta era suficiente". Essa é uma das curiosidades reveladas pelo livro Os Segredos da Cozinha do Vaticano, de Eva Celada. Para a autora, a obra em questão é possivelmente a mais trabalhosa e complexa realizada por ela em sua carreira como escritora gastrômica. Uma das dificuldades em que esbarrou foi incluir na obra 20 séculos de gastronomia. Outro desafio foi conseguir levar a pesquisa adiante, dificuldade que a autora atribui ao "segredo excessivo com que o Vaticano afronta todo o doméstico que é considerado de 'índole privada' até alguns limites realmente curiosos.

O livro descortina uma série de curiosidades e surpresas gastronômicas. A autora revela, por exemplo, que no século XIII, na Corte de Roma, consumia-se lagosta trufada; que o próprio Benedicto III sugeriu a receita dos ovos beneditinos sobre leito de bacalhau; e que as cozinhas vaticanas da Idade Média preparavam marzipan de água de rosas.

Segundo Eva Celada, as principais características da cozinha do Vaticano são o consumo de aves e peixes, mariscos em combinação com outros produtos, como arroz e massas, embutidos e aperitivos, esses últimos, valorizados em todas as épocas. A lista da autora segue com tortas doces e salgadas apresentadas das mais variadas formas e molhos feitos com verduras. Ela conta ainda que outros componentes característicos são a sorveteria, a doceria e o tratamento da fruta.

A autora:
Escritora e jornalista especializada em gastronomia, Eva Celada é também presidente da Academia de Gastronomia de Palência, diretora da agência de imprensa Hydra, diretora e apresentadora do programa de gastronomia Con mucho gusto (Com muito gosto, transmitido pelo Popular TV) e colaboradora de diversos meios de comunicação. Também são de sua autoria os livros La Cocina de la Casa Real Española, La Cocina de la Casa de Albay, e No Haga Zapping, Haga la Cena.

domingo, 8 de abril de 2007

Arroz na forma com parmesão


Depois de tanto tempo sem escrever no meu caderno, estou com receitas atrasadas por aqui, esperando para sair do forno, vamos ver se consigo me organizar. Começo, no entanto, por uma das experiências mais recentes, esse arroz na forma com parmesão, que fez parte do almoço de sábado e o marido elogiou mais de uma vez (é importante lembrar que o marido não é fã de arroz).

A receita postada abaixo foi tirada do livro da Dona Benta e está exatamente como lá. Preparei apenas metade, também não sou fã de arroz e não queria exagerar. Cozinhei o arroz do meu jeito, acrescentei o cheiro-verde depois de pronto o arroz e, a partir de então, segui a receita. Achei que ficou muito bonitinho depois de desenformado.

Arroz na forma com parmesão

Ingredientes
2 xícaras (chá) de arroz lavado
4 xícaras (chá) de água fervente
1 cebola pequena picada
2 tomates
Cheiro-verde a gosto
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
2 ovos inteiros
Sal a gosto

Como fazer
Lave o arroz e refogue-o em um pouco de óleo, cebola batidinha, sal e 2 tomates sem pele. Depois de refogar por uns minutos, junte-lhe água fervente e cheiro-verde, deixando-o cozinhar em fogo forte. Quando estiver secando, passe-o para fogo brando, a fim de que seque bem. Retire o cheiro-verde e junte 2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina, 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado e 2 ovos inteiros. Misture tudo muito bem e leve para assar em forma untada com manteiga ou margarina. Ao servir, vire a forma sobre uma travessa, para que o pudim saia, e polvilhe com queijo parmesão ralado.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Creme de papaya da Dadivosa

É sempre bom alertar: não experimente se não quiser ficar viciada nessa delícia! Simplesmente amei esse creme de papaya que a Dadivosa batizou de peso-pluma, ele já foi feito e refeito aqui em casa e já estou planejando comprar mais mamão para o fim de semana. Aliás, mamão, definitivamente, não está entre as minhas frutas favoritas, mas creme de papaya é tão bom, ainda mais nesse calor, e essa versão não fica nada a dever para a original.

Na primeira vez em que preparei, meu mamão só rendeu duas xícaras, mas, mesmo assim, segui as demais quantidades indicadas pela Dadivosa. Ficou bem gostoso, então tenho repetido a receita usando só duas xícaras de fruta mesmo. A Dadi recomendou deixar o mamão no freezer por um tempo para que a sobremesa fique geladinha. Tenho deixado a fruta já picada por quase 1h30 no congelador porque acho que deve ficar melhor do que levar para o friozinho o creme já pronto. E eis aqui o link para a perdição.